PussyCast 014 – O fim do fiu-fiu?

PussyCast 014 - Fim do Fiu-fiu“Ô lá em casa, ein!” Esse episódio é pra quem não recusa elogios, cantadas de pedreiro e puxada de cabelo na balada. Estamos de volta para mais um polêmico PussyCast! Junte-se à IraCroftMorena Moraes e Pandora (@pandora) para falar sobre a pesquisa sobre assédio sexual que deu o que falar, as petições pra o fiu-fiu ser extinguido e as cantadas mais non-sense já vistas!

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8 Comments

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  1. Olá, garotas.
    Bucetuda? Sério que tem cara que chama uma guria de bucetuda pra atrair o interesse? Não acho nada demais na palavra, durante o sexo pode ser até instigante, mas para uma primeira cantada parece estranha, pra dizer o mínimo.
    Quanto a como seria monitorar leis bizarras como essa se viesse a existir, http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/11/131121_abraco_gratis_lk.shtml a Arábia Saudita ensina como fazer.
    Ira falou da mãe dela, dar razão a um possível estuprador, dizendo que ela estava esfregando na cara, eu acho que nada justifica a violência, acho que quem deve ser punido e condenado é sempre o agressor, e não a vítima, não acho que as pessoas devam ser ingênuas, mas procurar educar para o respeito, existem, por exemplo, muitas comunidades e locais de nudismo no mundo, e não lembro de ler notícias de estupros ou violência sexual nesses locais, e lá todos literalmente estão esfregando na cara, das crianças aos velhos.
    Aliás, seria muito legal se vocês convidassem pessoas quem vivem esse estilo de vida para um programa.
    Valeu, pelo episódio, vocês me deram algumas coisas para pensar nos próximos dias.

    1. Mas aí que tá, Ivan.. o fato da mãe da Ira ter dito isso é referente à uma situação de estupro, de violência.. e não algo tão simplório e ridículo como uma cantada no meio da rua, rsrs.

      Mas eu concordo com você, nesses casos, sair com a roupa assim ou assado não justifica ser estuprada no meio da rua. Agora, sair com a pepeca quase aparecendo numa roupitcha escandalosa, e não querer ouvir um “bucetuda” é um pouquinho de inocência. Não tô dizendo que os caras tem direito de chamar ninguém assim, como se fosse um pedaço de carne, mas ao mesmo tempo nenhuma mulher tem o direito de impedir alguém de falar o que pensa.. certo?

      Beijos, Morena.

  2. Morena, acho que entendi o ponto da mãe de Ira, a intenção é proteger, mas os efeitos deste tipo de frase é bem ilustrado neste vídeo, “A culpa é sua.” http://youtu.be/3n6lksv6vzw ,veja, vale o tempo.
    Mas, voltando às cantadas, lembrei de uma que usei com uma colega enquanto voltávamos do trabalho, conversávamos eu, ela e outro colega, falando sobre videogames e afins, no meio desse papo ela falou que gostaria de jogar, mas não tinha onde, eu despretensiosamente soltei um “não passe vontade, passe lá em casa”, ela abriu os olhos, deu um sorriso de surpresa, e depois de algum tempo combinamos de sair.
    Acredito que não seja a cantada, mas a forma que ela é feita, a atitude da pessoa é que diferencia.
    Mesmo o “bucetuda” do exemplo, acho que é o contexto que define, no caso da garota com uma roupa super justa ou saia super curta, já há um jogo implícito, sinalizando que quer ser vorazmente desejada, ao menos é a leitura que faço, e, como você disse, seria ingenuidade da parte dela não querer ouvir uma abordagem como essa, algo como “Ê, lá na minha cama” ;).

    1. Ops, gostaria de tentar corrigir um trecho do que disse, onde escrevi “os efeitos deste tipo de frase” queria dizer “a estrutura de pensamento por trás deste tipo de frase”
      :$

  3. Anderson Vieira da Silva

    Não sei se vão lembrar de mim mas eu sou o prof_anderson do twitter. eu não sabia que vcs tinham voltado. nossa tava com maior saudade de vcs e suas otimas tarde de calcinha (e das calcinhas também claro!). até dos cuecas senti falta! olhando no face das jogatinas da cidade gamer, vi um post da ira e lembrei de visitar seu site e achei o novo que ta lindo! não sei se me querem de volta mas agora que achei vcs não vou largar! foi mal a demora em ver o novo site e novos podcast. adoro vcs, beijo nas suas calcinhas, suas lindas!!!

    1. Claaaaro que lembramos de você! Até mandar foto pro #LingerieDay você mandou, poxa!
      Querido, muito bom saber que temos você de volta, e óbvio que queremos você de volta, rsrs.
      Obrigada pelos elogios, espero que tenha gostado dos episódios novos!

      Beijos, Morena.

  4. Não acompanhei a pesquisa do Olga, mas acho que o foco não deveria ser a cantada em si, porque tem homens que usam “sua linda”, “princesa”, “gostosa” e etc, assim como tem outros que usam “Se eu te pego te rachava no meio”, “comia essa sua buceta fácil”, “comeria seu rabo até amanhã” etc como se fosse cantada. Acho mais importante a conotação das frases do que se é ou não uma cantada. Quando um cara fala que quer me chupar todinha eu acho sim um violência verbal, acho que não preciso ouvir isso de ninguém e que a pessoa não tem o direito nenhum de falar isso para mim, ainda mais quando não dei nenhuma liberdade para o mesmo, me sinto violada porque não tem algo que possa fazer a respeito disso para que se cesse.

    Minha genética me dotou de quadril e bunda em fartura, já deixei muitas vezes de usar calças de lycra (as quais tomo o cuidado de serem sempre pretas, com tecido que não tenha transparência e com blusas que ultrapassam o quadril), saias ou vestidos em dias de calor para evitar esse tipo de assédio verbal, já me aconteceu no ônibus, a caminho do trabalho, do cara ficar sussurrando atrás de mim frases como citei acima e eu não ter espaço para poder me afastar daquelas palavras ou um fone para poder interrompê-las.
    Eu não saio por aí falando para homem nenhum “Ah se eu tivesse uma cinta-pau comia esse seu rabo até amanhã” ou coisa do tipo. Acho mais importante enfatizar o respeito do que proibir um fiu-fiu.

    A Ira comentou que nunca viu alguém ser assediada só usando camiseta e jeans, pois eu já fui enumeras vezes cantada com esse tipo de vestimenta (afinal é o que mais uso) e não, não uso jeans 1 número menor do que deveria para deixar ele entuchado na minha bunda como muitas mulheres fazem, também não é que seja linda maravilhosa, mas ter 98cm de quadril atrai esse tipo de coisa. Então é meio sacal ouvir isso várias vezes na semana e ter que parecer que é algo comum, normal.

    No caso de seu corpo estar em um espaço público e ser público, creio que serve para ilustrar o caso de vc usar uma saia curta e uma blusa transparente p sair na rua e acharem que o homem terá o direito de te estuprar porque está ”provocante”, ainda tem muita gente (mulheres inclusas) que pensam assim: “vc também deu motivo, olha a roupa que está usando”, ou seja, se quiser ir p praia e deixar 90% do seu corpo exposto vá por conta e risco? Que tipo de pensamento é este que você pode ter o direito de fazer algo só porque a pessoa está usando um vestido curto? Tem que haver algo muito errado em uma sociedade que uma parcela da população chegue a pensar que isso é motivo para alguém ter o direito de violar outra pessoa.

    O que deve ser questionado, ao meu ver, é porque a mulher tem que ficar pensando o tempo todo se está ou não provocando os homens a ponto de atrair esses tipos de situações indesejáveis, seja uma minissaia à noite para evitar um possível estupro, uma lycra para não ouvir cantadas chulas ao longo do dia e etc. Porque é tão natural as pessoas ouvirem um “nossa me lambuzaria todo com você” e parecer cotidiano, porque essa falta de respeito é tão aceita?
    Assim como as pessoas são educadas para respeitarem os idosos em nossa sociedade, onde ao se deparar com um velhinho sendo tratado com palavras desrespeitosas muitos vão a sua defesa, deveria ter uma reeducação para aprenderem a tratar as mulheres com mais respeito.
    Acho que tudo é uma questão disso: RESPEITO e EDUCAÇÃO.

    1. Geisa, concordo com você, reeducação social já! Mas a diferença entre ASSÉDIO e CANTADA é abismal, e não muito bem discutids (ou esclarecida) pelo movimento Fim do Fiufiu.

      Bjos, Morena.

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